quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Células cancerígenas agora podem voltar a se transformar em células normais, graças a cientistas sul-coreanos.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Dívida pública fica em 82,9% do PIB; déficit soma R$ 5,5 bilhões Endividamento do governo permanece no maior nível desde 2021

O déficit primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. O resultado de setembro foi influenciado por desempenhos distintos entre os níveis de governo e as empresas estatais.
RESULTADO POR ESFERA
Em setembro, o desempenho das contas públicas foi o seguinte:
– Governo central: superávit de R$ 3,5 bilhões;
– Estados e municípios: déficit conjunto de R$ 5,6 bilhões;
– Empresas estatais: déficit de R$ 3,4 bilhões.
O resultado negativo consolidado, ao somar as três esferas de governo, ficou em R$ 5,497 bilhões, abaixo do déficit primário de R$ 10 bilhões registrado em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro do ano passado.
Apesar da melhora, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.
METODOLOGIAS DIFERENTES
Nesta manhã, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. A divergência de números em relação ao Banco Central decorre da diferença de metodologia.
As estatísticas do Tesouro baseiam-se nos valores executados no Orçamento. O Banco Central calcula o resultado primário com base na variação do endividamento de cada ente público: Governo Central, estados, municípios e estatais.
DÍVIDA SEGUE ELEVADA
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que abrange o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos estaduais e municipais, alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB.
O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas avançou 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.
Segundo o Banco Central, o comportamento da dívida em setembro refletiu principalmente:
Juros nominais apropriados: contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB;
Resgates líquidos de dívida: reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual;
Variação do PIB nominal: teve impacto negativo de 0,4 ponto percentual sobre a relação entre dívida e PIB.
No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador aumentou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis observados durante a pandemia.
JUROS AMPLIAM DÉFICIT
As despesas com juros nominais do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento anual foi de R$ 22,8 bilhões.
De acordo com o BC, a elevação foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial, venda de dólares no mercado futuro, cujo resultado entra na conta de juros. Também contribuíram para a elevação o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de 12 meses até setembro, os gastos com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo intervalo encerrado em setembro de 2025, a despesa havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.
Quando os juros são incluídos no cálculo, o resultado das contas públicas passa a ser medido pelo déficit nominal.
Em setembro, o déficit nominal do setor público consolidado foi de R$ 113 bilhões. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 1,275 trilhão, correspondente a 9,51% do PIB.
DÍVIDA LÍQUIDA AVANÇA
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, atingiu R$ 9,4 trilhões em setembro, equivalente a 70% do PIB.
O indicador subiu 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando estava em 69,3% do PIB, e acumulou alta de 4,7 pontos percentuais no ano.
Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB.
DÉFICIT
Apesar do resultado negativo acumulado no ano, o déficit primário apresentou melhora na comparação dos últimos 12 meses.
Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB.
No período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:
– Governo central: déficit de R$ 52,7 bilhões, ou 0,39% do PIB;
– Estados: déficit de R$ 14,4 bilhões, ou 0,11% do PIB;
– Municípios: superávit de R$ 7 bilhões, ou 0,05% do PIB;
– Empresas estatais: déficit de R$ 10 bilhões, ou 0,07% do PIB.
A trajetória da dívida pública e o peso dos juros permanecem entre os principais desafios fiscais do país. O aumento do endividamento eleva o custo de financiamento do governo e reduz o espaço disponível no Orçamento para outras despesas, enquanto a evolução do resultado primário influencia a capacidade de estabilizar a dívida em relação ao PIB.
*Com informações da Agência Brasil
FONTE:PLENO NEWS
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Chefe de gabinete de Talíria (PSOL) preso em ação contra exploração sexual Assessor trabalha com Talíria Petrone (PSOL) desde 2019. Operação mirou a exploração sexual de jovens e adolescentes no RJ

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O chefe de gabinete da deputada federal reeleita Talíria Petrone, PSOL, RJ, foi preso nesta quarta-feira, 28/10, durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para desmantelar uma quadrilha acusada de produzir vídeos pornográficos de menores de idade.
O assessor, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, tem 45 anos e trabalhava com Talíria Petrone desde 2019 — ela determinou o afastamento dele assim que tomou conhecimento da operação.
Como assessor parlamentar, Carlos recebia R$ 18,2 mil mensais e tinha a atribuição de representar a deputada em reuniões da bancada do PSOL na Câmara. Além dele, também foi preso um terceiro-sargento da Polícia Militar, Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos.
A operação da Polícia Civil do Rio cumpriu 8 mandados de prisão. A investigação foi batizada de “NXIVM” — o nome faz referência a uma seita sexual que operou nos Estados Unidos nos anos 1990.
As investigações tiveram início em julho deste ano, depois da prisão de um outro assessor do PSOL. Trata-se de Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador de Niterói, professor Túlio. Matheus é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos.
No celular da adolescente, os investigadores encontraram diversos vídeos pornográficos. Foi a partir deste material que a polícia mapeou a atuação do grupo.
Em nota, Talíria Petrone se diz surpresa com a operação e diz que determinou a demissão do assessor, “até a elucidação dos fatos”.
“Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e dos seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família”, disse a parlamentar.
Leia abaixo a íntegra da nota de Talíria Petrone.
“Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual.
Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos. Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos.
Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres.
Nunca compactuaremos! As investigações devem ser conduzidas com transparência, rigor e independência, respeitando o devido processo legal e garantindo a apuração dos fatos com base nas provas.
Seguiremos lutando contra toda violência que chega nas mulheres e meninas”.
FONTE:https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/chefe-de-gabinete-taliria-petrone-e-preso-em-acao-contra-exploracao-sexual#goog_rewarded
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