
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem afirmou, nesta quarta-feira (4), que considera “altamente improvável” a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, ocorrida enquanto ele estava sob custódia da Polícia Federal (PF). Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em publicação na rede social X, Ramagem levantou suspeitas sobre o episódio e afirmou que mortes ou incidentes incomuns costumam aparecer em momentos de crise política ou quando surgem revelações sobre crimes graves.
Na mensagem, ele citou episódios com mortes suspeitas como exemplos do que chamou de “padrão” em situações semelhantes.
– Cometeu suicídio? Altamente improvável. É o padrão em crises pela revelação da alta criminalidade desse sistema. Surgem as quedas de helicópteros, explosões de aviões, sequestro e morte de prefeitos, queimas de arquivo, destruição de adversários – escreveu.

O ex-deputado também argumentou que, por estar sob responsabilidade da Polícia Federal, Mourão deveria ter recebido proteção adequada, inclusive para evitar qualquer tentativa de autoagressão.
Na mesma postagem, Ramagem afirmou ainda que, em sua avaliação, instituições da República estariam passando para o controle de organizações criminosas.
– Os poderes da República estão tomados por organizações criminosas de alta periculosidade – resumiu.
Ao final da publicação, Ramagem mencionou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria das investigações envolvendo os casos do Banco Master e do INSS, pedindo que o magistrado conduza as apurações com rigor e atenção às normas constitucionais.
– Que o ministro André Mendonça, na relatoria das investigações dos dois escândalos (INSS e Master), seja diligente e atento, firme e forte, adstrito à lei, seguindo a Constituição. Que nesse propósito seja guardado e protegido em seus caminhos – completou.
SOBRE SICÁRIO
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, aparece nas investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, ele seria responsável por atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias do banqueiro.
Mensagens obtidas pelos investigadores indicam ainda que Mourão teria participado de conversas com Vorcaro sobre um plano para simular um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. O objetivo, segundo as investigações, seria intimidar o profissional.
FONTE:PLENO NEWS














